INICIAÇÃO e INICIADO – parte I

Por Rodrigo Queiroz
Ditado por Monge Yamashida

reformaintima

Quais considerações podemos declinar sobre o conceito “iniciação” e “iniciado”?
Milenarmente a prática iniciática é presente na humanidade, objetivamente trata-se do momento em que um ancião, sábio, líder ou coisa parecida dedica a transmitir seus conhecimentos, “segredos”, magias etc ao neófito, voluntário ou mesmo o “iniciando”.
Tradicionalmente as ordens iniciáticas instituídas pelos homens são carregadas de protocolos, etapas e preceitos para que o iniciando gradativamente vá se preparando para acessar os “mistérios” daquele segmento em questão. É necessário também uma relação de profundo respeito, reverência e subordinação entre o iniciando e seu iniciador… Estes são princípios básicos para o sucesso no processo iniciático. Porém não vamos agora falar sobre métodos, escolas iniciáticas e conceitos. Não cabe neste momento falar do externo, entender culturas e sistemas.
Queremos no entanto alertar a você sobre o fundamental e necessário sentido iniciático do ser espiritual em experiência humana para sua espiritualização, ascensão e conscientização, pois todos os sistemas criados pelos homens na terra para o processo iniciático consiste na intenção final de levá-lo a conhecer-se, dominar-se e iluminar-se, não com a luz externa e alheia mas tão somente com a luz própria que quando encontrada irradia e incandesce a si e o meio em que vive.
Nos dias de hoje onde as ofertas iniciáticas facilitam a todos um inserção nos “mistérios” propostos, percebemos o distanciamento do indivíduo no real caminho esperado que é o comentado, si próprio. Existe uma acomodação exacerbada dos indivíduos que dedicam no outro as possibilidades de alcançar seus objetivos e quiçá a própria iluminação. Um equivoco!
Ninguém poderá ofertar-lhe o que está somente dentro de si pois o único apto a encontrar é o próprio indivíduo. É certo que o mundo externo e as pessoas ao nosso redor podem auxiliar nesta procura e também atrapalhar, cabe a você alertar-se sobre seu convívio…
Do que estamos falando? O que está dentro de cada um? Que busca é essa?
Eu lhe pergunto: – O que você deseja para si? Caso a resposta seja a paz, um bom emprego, um boa família, bons amigos, sucesso, prosperidade, etc… seja a resposta que for, no fundo tudo o que deseja no fim é para ser feliz. Todos desejam a felicidade. E neste objetivo a busca para tanto turva os olhos quando este está voltado para fora, para o mundo concreto, para as coisas, pessoas e situações.
Tu és o queres ser? Ou és o que querem que sejas? Fazes o que queres fazer?
O objeto de busca que falamos é a luz interior, apenas encontrada através da profunda, sincera e intensa reforma íntima. A auto-iluminação não é fácil, nem simples. Está para todos, porém infelizmente poucos ocidentais entendem o conceito. Será que você pode entender?

Nota do médium: Sarava irmão leitor! Salve Monge Yamashida! Este irmão que se manifesta na Linha do Povo do Oriente vem neste texto inicial nos provocar quanto aos valores que carregamos conosco. Posso dizer sobre o péssimo hábito de julgo ao outro, que não é uma questão de razão ou inteligência, mas sim na maioria das vezes a tentativa de colocar-se superior em detrimento da apregoação ao outro. Não é só isso. Yamashida ainda nos alerta sobre a necessidade emergencial de analisarmos humildemente nossos hábitos, conceitos e fundamentalmente os comportamentos. Reconhecer o divino no outro como sugere a saudação Namastê talvez seja o caminho oportuno para o encontro do divino em nós. Reformar-se ainda é um grande e árduo desafio, pois exige ferramentas difíceis como humildade, resignação, paciência, reflexão e crítica pessoal.
Para finalizar recorro às palavras de um baiano que nos ampara, Sr. Zé da Peixeira que certa vez nos ensinou: “O objetivo de todos é a construção da própria fortaleza, sendo ela moral, mediúnica, espiritual. Mas não esqueça que ainda estamos remexendo a massa, para somente depois unir tijolinho com tijolinho e os ingredientes dessa massa, bem… há muito que aprender”
Então irmão leitor, pensemos. Até a continuação…
Saravá!

FONTE: rodrigoqueiroz.blogspot.com e publicado no JUS abril de 2009

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