Da Unidade á Unicidade

Salve irmãos na fé aos Orixás, minhas reverências!
Venho aqui transmitir um pouco do meu pensamento sobre os tempos em que estamos vivendo dentro da Umbanda. Muito notavelmente no meio virtual, onde conseguimos ter acesso a pessoas do mundo todo.
Se estamos inseridos numa religião que como religião tem a função de promover o “religare” ou seja, religar o ser ao Criador, e seu título enquanto Umbanda numa percepção ligeira nos remete ao UM, á união, então pergunto, porque tanta unidade, digo, este jogo de individualidade, do indivíduo que é um, mas que não está verdadeiramente ligado á Unicidade que é a idéia de Egrégora, ou de agrupamento enfim, que procura lutar por um ideal concreto.
Muito se fala na paz entre os Umbandistas, nossa, se alguém de fora da religião lê isto, logo pensa no Afeganistão…Também discutem sobre as idéias das “escolas” dentro da Umbanda, e assim vão declinando para discussões de imposição do que um terreiro faz de diferente do outro, mas se isto ficasse no campo da troca de informações e conhecimento das diferenças, tudo bem, mas não é isto que acontece, ocorre é que um quer fazer o outro engolir as suas verdades individuais e que muitas vezes só são verdadeiras para si próprio, esquecendo que se o faz feliz que seja assim.
Penso que precisamos verdadeiramente nos despir do orgulho individual (unidade), para então buscarmos sinceramente forças para nos reconhecermos como irmãos (unicidade).
O fato é que neste ano muitas foram as discussões e calorosas discussões sobre as “verdades” e que no entanto chegamos no final deste ciclo e praticamente nada mudou, ou seja, só muda de visão sobre algo aquele que já está predisposto e quando assim nos encontramos então vamos atrás de informações sedentos de conhecimentos e procuramos educadamente beber daqueles que podem nos ofertar o alimento procurado. Sem guerras, sem imposições e acima de tudo com tranqüilidade. Do contrário vira estas desarmonias que encontramos…
Também não adianta vir com aquele discurso, “eu amo todos, só estou dando meu ponto de vista”, existe no ser humano uma necessidade de afirmativa e imposição, por isso que nos perdemos muitas vezes no limite entre expor o que pensamos e o que exigimos.
Certamente as diferenças por um lado é muito interessante e por outro muitas vezes incomoda e na verdade é um “saco”…rsrsrs. Claro que seria melhor se falássemos a mesma língua ou se vivêssemos uma normatização mínima em nosso meio.
Se assim é, provavelmente não mudará tão cedo. Estas discussões que perdem os limites do respeito e bom senso já existem antes do 1º Congresso de Umbanda e o motivo é sempre o mesmo, impor as verdades individuais.
Outro dia uma irmão expôs numa lista de forma categórica e impositiva que Jesus é Oxalá, então, os listeiros responderam que ele estava equivocado, pois Jesus é só o sincretismo com Oxalá e que nem um é o outro, sendo assim, o dono da afirmativa retornou já em tom mais grosseiro expondo que Jesus é Oxalá e ponto final, então, virou uma panela de pressão a lista que praticamente fuzilou o desinformado irmão, que mesmo desinformado, não queria informação. Logo, quando encontramos estes irmãos que nada sabem e nada querem saber, o melhor é deixa-lo como está, não adianta gastar saliva se este não abrir-se para o que você está oferecendo, isto é principio básico do comportamento humano.
Jamais ninguém poderá falar pela Umbanda, mas muitos podem falar das suas visões de Umbanda que podem uns te agradar e outro lhe repudiar. É aí que entra a necessidade de equilíbrio, não digo que é aceitar as aberrações que vemos em nome da Umbanda, mas sim passar por cima e mostrar com atitude no que você acredita.
Vale exaltar um ensinamento básico de tantos mestres do saber que já passaram pelo plano físico que se resume no seguinte, pratique tudo aquilo que esteja em conformidade com o seu coração e mente, que não agrida á ninguém e que traga a paz ao povo. Bom, se é isto que você faz, mesmo sendo diferente da forma que faço, então que seja assim.
Não tente provar nada com palavras, na maioria das vezes o melhor é mostra o que acredita praticando, sendo testemunho vivo daquilo que prega e crê.
Certa vez uma entidade me falou algo que marcou minha personalidade, num momento em que eu estava desanimado por ver tantas diferenças e guerras internas dentro da nossa comunidade e muitas críticas e calúnias sobre o trabalho que realizava dentro da Umbanda, então disse: – Filho, não aceite críticas negativas de ninguém e tampouco dê importância, pois estes estão com despeito perante tanto empenho que nunca tiveram. Apenas aceite críticas daqueles que fazem um trabalho próximo ao seu ou maior em prol da Umbanda, pois este não lhe critica, lhe aconselha! Veja que simples e profundo este ensinamento, então proponho, irmãos, vamos trocar nossa idéias e mostrar no que acreditamos com obra ativa. Sejamos mais cortez e não fiquemos nos digladiando, pois quem perde sempre é a Umbanda. Faça o que tem que ser feito e pronto.
Vamos criar a Unicidade dentro da Umbanda e parar com este culto á Unidade. Precisamos ter uma postura mais ecumênica dentro da Umbanda, pois entre as religiões somos por excelência.
Quero com tudo isto desejar a todos um próspero 2007, muita paz e muito trabalho em prol daquilo que acreditam!
Tenho orgulho de ser Umbandista e é nisso que acredito e por isto que luto!
Viva a harmonia!
Salve a Unicidade!
Sarava Umbanda, o UM que somos todos nós.

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